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O uso da alvenaria clássica ainda é a principal escolha de engenheiros e arquitetos, mas a construção civil tem passado por transformações econômicas e tecnológicas, que vêm influenciando uma mudança de comportamento tanto dos construtores quanto do consumidor. Para atender às novas necessidades do mercado, as construtoras buscam alternativas que tornam o processo de construção mais rápido, barato e eficiente. Nesse contexto, estão as paredes leves, feitas de materiais pré-fabricados, como o Drywall, uma tecnologia que vem mudando o cenário das construções e apresentando um crescimento expressivo entre 10-12% ao ano, segundo a Associação Brasileira do Drywall. A organização também aponta que os indicadores de desperdício em obras que utilizam esse método não passam de 5%, contra 35% dos sistemas tradicionais. A fácil instalação reduz a geração de entulho pela metade, deixando as obras mais limpas e organizadas, e diminui o tempo de obra e custos com os prestadores de serviço.

Outras características estruturais e de processos de instalação do Drywall cumprem com a demanda do mercado por produtividade/eficiência. As placas são 10 vezes mais leves (45 kg/m2) que a alvenaria, podendo, inclusive, reduzir ou suprimir a necessidade de vigas e pilares ao diminuir a carga total da estrutura e a quantidade de matéria-prima necessária para o desenvolvimento da fundação da obra. A espessura mais estreita das paredes permite que haja um ganho de até 5% de área útil dos ambientes e a precisão dimensional viabiliza um variado número de opções de planta, de acordo com as preferências e necessidades dos compradores. Os projetos de instalações elétricas, hidráulicas e de gás são de fácil execução e, caso haja necessidade de reparo, não haverá a sujeira típica dos tijolos e blocos.

Quando a instalação segue as Normas de Desempenho de Edificações, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), outros benefícios podem ser garantidos. As placas suportam até 30 kg por ponto de apoio ou até 50 kg se forem colocados reforços ligados à estrutura.

O isolamento acústico também é significativamente melhor em paredes de Drywall. Isso porque o ar entre as placas funciona como uma barreira ao som. Ao ser recheado de lã mineral ou de vidro, o sistema isola mais o ambiente do barulho, dissipando e enfraquecendo a onda sonora. Além disso, as placas de gesso são mais resistentes ao fogo do que as de alvenaria tradicional.

Diferenciais do Drywall
Cada vez mais, o advento de novas tecnologias tem tornado a utilização do Drywall uma ótima opção para o mercado da construção. Atualmente, as três aplicações (placas de gesso, massa e fita para juntas) que compõem o sistema vêm recebendo melhorias em sua formulação para oferecer benefícios na entrega final do produto. As massas prontas, por exemplo, estão aos poucos substituindo as massas em pó. Dentre as vantagens da primeira, destacam-se a diminuição de sujeira durante a aplicação e o melhor armazenamento e transporte das embalagens perante as sacarias dos produtos em pó. Outro diferencial é a melhoria do tempo de secagem do produto, o que permite que os acabamentos sejam instalados com maior rapidez.

Uma argamassa é chamada “trabalhável” quando permite que o pedreiro ou o aplicador execute bem o seu trabalho. No caso de revestimento, por exemplo, que ele possa executar o serviço com boa produtividade, garantindo que o produto fique adequadamente aderido à base e apresente o acabamento superficial especificado. Por isso, algumas massas do mercado recebem aditivos que evitam a sinérese (separação da água dos outros componentes), processo que prejudica a trabalhabilidade. Um produto homogêneo oferece maior aderência à fita de papel, o que garante um acabamento praticamente perfeito, evita a formação de bolhas e proporciona mais leveza na hora da aplicação.

Fonte: Construindo Melhor

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