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Iniciativa desenvolvida por aluna do IFSP será realizada em parceria com a autarquia e a Prefeitura de Votuporanga

As plantas podem ser importantes aliadas da arquitetura para amenizar a temperatura em ambientes internos. Instaladas nas fachadas e faces externas de diversos imóveis ao redor do mundo, as chamadas “cortinas verdes” são estruturas cobertas de vegetação, capazes de criar uma barreira natural, cujas folhagens filtram os raios solares, gerando maior conforto térmico no interior das edificações e auxiliando na redução de gastos com aparelhos de ar-condicionado e climatizadores.

Em Votuporanga, a iniciativa das cortinas verdes foi trazida à Saev Ambiental, neste mês de abril, graças ao projeto de iniciação científica desenvolvido pela estudante Juliana Mara Selare, aluna do curso de Engenharia Civil do campus local do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

O Projeto Cortina Verde foi apresentado a uma equipe da autarquia, com a intenção de trazer melhorias à sensação térmica nas dependências das escolas municipais, levando em conta a grande incidência de raios solares e as altas temperaturas registradas na cidade.

Com a colaboração da arquiteta e professora Naiara Luchini de Asis Kaimoti, Juliana realizou um levantamento das escolas municipais de Votuporanga, com o objetivo de eleger a unidade mais adequada para a aplicação inicial do projeto. A escola selecionada foi o CEM “Prof.ª Maria Martins e Lourenço”, localizado no Pozzobon.

A implantação das cortinas verdes nas escolas da rede municipal será realizada numa parceria entre o IFSP – Campus Votuporanga, a Saev Ambiental e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Educação.

Em testes feitos no campus do IFSP, concluiu-se que a espécie vegetal mais indicada para a confecção das cortinas é a tumbérgia, que, além de formar arbustos com ramos flexíveis, também apresentou um crescimento mais rápido em comparação às outras plantas estudadas.

Com relação ao suporte da estrutura, o material escolhido foi o arame galvanizado, capaz de suportar o peso dos arbustos e de resistir à ferrugem e à ação do tempo.

A ideia é a de que as cortinas sejam instaladas em forma de arco, em frente às janelas das escolas, podendo reduzir em até dois graus e meio a temperatura dos ambientes internos, garantindo maior conforto térmico a alunos e funcionários, além de uma considerável economia nos gastos com energia elétrica.

 

Fonte: Saev Ambiental

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