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O paulista Antonio Carlos Rodrigues abriu a acr aquitetura em 1995 após observar demanda por esse tipo de serviço no mercado

Antonio Carlos Rodrigues é o fundador da acr arquitetura (Foto: Divulgação)

Especializar-se no setor de saúde não era o plano de Antonio Carlos Rodrigues quando ele se formou, há 30 anos, em arquitetura e urbanismo. Nascido em Amparo, no interior paulista, Rodrigues trabalhou em diversas empresas de arquitetura e construção civil até decidir abrir o seu próprio escritório, que faturou R$ 5 milhões em 2017.

A ideia de abrir o negócio surgiu em 1995, quando o arquiteto foi convidado a trabalhar em projetos do Laboratório Fleury. “Eu me identifiquei com esse nicho de mercado e percebi que havia uma brecha para abrir um negócio”, diz Rodrigues. 

O motivo, ele explica, é que os ambientes de saúde precisam de reformas constantes para receber equipamentos e tecnologias novas. Ainda em 1995, surgiu a acr arquitetura, nome que veio das iniciais do fundador. A empresa é especializada em projetos para ambientes hospitalares. 

Mas, para investir neste setor, Rodrigues conta que é preciso entender como funciona um ambiente médico. “Não é possível fazer um projeto sem entender o que está por trás, como é o funcionamento dos aparelhos e suas especificidades”, diz o arquiteto, que começou a estudar por conta própria para aprender sobre saúde.

Ele dá o exemplo da sala em que se faz exames de ressonância magnética. O aparelho utilizado pesa 10 toneladas e deve ficar longe do elevador para evitar interferência nos ímãs – informações específicas que nem todo arquiteto conhece, segundo o empresário.

Segundo Rodrigues, uma das tendências na arquitetura da área de saúde é o ambiente humanizado. “Com tantas tecnologias, os ambientes médicos ficaram um pouco frios. Não são todos os espaços que precisam parecer um laboratório. Há locais que podem parecer mais como a casa do paciente e fazer com que ele se sinta bem.”

Entre os principais clientes da acr arquitetura estão o Laboratório Fleury, o hospital Albert Einstein e a rede de consultas particulares Dr. Consulta. E, segundo o arquiteto, cada projeto deve ser pensado de acordo com o cliente e com os pacientes que frequentarão o espaço.

No Dr. Consulta, por exemplo, o público-alvo é composto por pessoas da classe C que não conseguem pagar por um convênio. “As paredes são brancas e o piso é de porcelanato – sonho de consumo de muitos pacientes”, diz Rodrigues. Além disso, foram criadas vitrines para que o público possa olhar antes de entrar, vendo os preços e a forma de pagamento. “A pessoa entende que o ambiente é acessível e que pode pagar pelo atendimento.”

Com o crescimento do negócio, Rodrigues convidou Rafael Tozo e Pablo Polop para serem seus sócios, além de outros 15 funcionários. Para este ano, o arquiteto diz que espera ter novos projetos e confia em sua equipe para isso. "São pessoas bem treinadas e organizadas para trabalhar", afirma. 

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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