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Construção de aeroportos – Pixabay

Obras de expansão do Aeroporto de Confins dão exemplo e contam com diferenciais que otimizam o tempo e a execução do projeto

Construção e aviação. Dois dos setores que mais mexem com a economia nacional e geram empregos no país, também ocupam os primeiros lugares no ranking dos que grandes impactos causam ao meio ambiente. Ainda que, por aqui, os complexos aeroportuários contem com estratégias de sustentabilidade frequentemente implantadas pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), são muitos os desafios na construção de aeroportos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Já não bastasse os ruídos e a emissão de gases poluentes gerados pelo transporte aéreo, o planejamento e projeto de aeroportos, desde a sua construção à expansão e implantação de melhorias, também clamam por medidas sustentáveis. Algumas delas, de acordo com especialistas, incluem o uso consciente e o reúso de recursos hídricos; a destinação correta de resíduos sólidos; procedimentos que reduzam o quanto for possível as intervenções no terreno, fauna e flora; a geração de energia com eficiência; e a reciclagem de materiais; entre outras.

Atualmente, os aeroportos do Brasil, bem como de outros países, devem seguir as normas de sustentabilidade definidas pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) e pelo International Civil Aviation Organization (ICAO), os principais órgãos internacionais ligados ao setor. Nesse sentido, a Infraero criou o chamado Plano de Controle Ambiental de Obras (PCAO), com ações que propõem minimizar os impactos que a construção de aeroportos no Brasil possam causar aos recursos naturais ao longo de sua implementação.

Exemplo brasileiro de construção de aeroportos sustentáveis

Apesar de não termos todos os dias notícias de projetos aeroportuários baseados na arquitetura verde, eles existem e seguem técnicas capazes de oferecer aos empreendimentos um perfil mais sustentável e menos prejudicial ao meio ambiente, economia e sociedade. O Aeroporto de Confins ou Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Tancredo Neves (MG), administrado pela Infraero e a BH Airport, é um dos aeroportos que aplicou tais soluções em seu projeto de ampliação, implantando-os na construção de seu novo Terminal 2.

As obras de expansão do Aeroporto de Confins são exemplos à construção de aeroportos sustentáveis – AeroIN
 

Com a proposta de uma obra sustentável a curto prazo, a Racional Engenharia, responsável pela obra civil do empreendimento, adotou estruturas metálicas como sistema construtivo. Para as lajes, por exemplo, o método steel deck foi o escolhido, visto que permite uma execução rápida e sem escoramentos, o que torna a obra mais limpa. Os destaques sustentáveis do terminal ainda vão para o revestimento isotérmico, o reaproveitamento de água e a ampla extensão em vidro e brises, que proporciona maior eficiência energética e excelente desempenho termoacústico.

Isolamento termoacústico, um dos destaques sustentáveis do novo terminal de Confins – AeroIN

Melanie Leber, coordenadora de planejamento e custos da construtora, explica que os processos práticos para a construção de aeroportos sustentáveis começam com a contratação das empresas envolvidas, que de alguma forma devem ter conhecimento e experiência com projetos, execução e operação baseadas em sustentabilidade. “Estudos de impacto ambiental são fundamentais e neles devem ser consideradas as necessidades de um aeroporto. Depois, considera-se os conceitos e técnicas sustentáveis para que na obra e, principalmente, na operação, as premissas sejam mantidas”, explica.

Em relação ao custo/benefício, Melanie destaca que a construção de aeroportos do tipo tem muito mais vantagens quando comparada à edificações aeroportuárias tradicionais. “A instalação de um sistema de reuso de água, por exemplo, se paga em menos de três anos de operação. Além disso, a utilização de automação e LED prevê uma economia de até 15% em alguns casos recentes. Há de se considerar, ainda, o retorno econômico para o Estado na redução de resíduos a serem tratados e na manutenção do ecossistema ao redor do aeroporto”.

Benefícios do novo terminal

Além de sustentabilidade, a ampliação do Aeroporto Internacional de BH tem como principal objetivo aumentar sua atual capacidade, tornando-se o maior centro de distribuição de voos do Brasil – após a conclusão das obras, poderá comportar até 22 milhões de passageiros por ano. Outra vantagem que chega com a construção de aeroportos é a geração de empregos, e com o Aeroporto de Confins não foi diferente. A estimativa é que durante as obras, que segundo a Racional têm 2016 como previsão para seu término, sejam gerados até mil empregos diretos.

Projeto da Racional Engenharia para o novo terminal 2 do Aeroporto de Confins – Racional Engenharia

A estrutura do terminal 2 também impressiona: são mais de 55.000 m² de área construída, que irá abrigar integralmente a operação internacional do aeroporto; 17 pontes de embarque; 1.800 vagas de estacionamento; e espaço para futuros serviços, como centro de convenções e hotéis. Para a BH Airport, a base sólida, atuação focada em sustentabilidade e os 43 anos de experiência no segmento de construção civil foram determinantes na contratação da Racional Engenharia, que tem em seu portfólio mais de 600 projetos realizados por todo o país.

 

Fonte: TEM Sustentável


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