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No apê de 350 m², no bairro de Higienópolis, em São Paulo, um casal jovem curte espaços onde não faltam peças vintage e arte. É uma mistura de épocas, com elementos que vão do clássico ao atual. Projeto do arquiteto Luciano Dalla MartaA tela de André Ricardo, na Galeria Pilar, traz cor ao espaço em que as paredes cinza-claras apresentam boiseries de gesso da Casa Franceza. O sofá ao centro é da Artefacto e o outro, da Vermeil (Foto: Gui Morelli / Divulgação)LIVING | À esq., fica a estante dos anos 1960, da Loja Teo, e à dir., o móvel comprado na Filter com abajur da NN Antiques.O tapete, com desenho do escritório, foi produzido pela Avanti. Objetos da Orbi (Foto Gui Morelli / Divulgação)

"Gostamos do clássico, mas ao mesmo tempo somos meio descolados”, comenta a advogada Tamara Adler. Ela vive nesse apartamento claro de 350 m², da década de 1970, no bairro paulistano de Higienópolis, com o marido, o administrador de empresas Renato Dumas, e duas cadelas da raça dogue alemão, Maricota e Matilda. Ambos têm 31 anos. O jeito deles norteou o projeto de arquitetura de interiores e de ambientação, assinado pelo arquiteto Luciano Dalla Marta, do escritório LDM Arquitetura. “Ela é romântica, e ele, mais rock’n’roll”, define o profissional. Os dois apreciam móveis vintage, bastante presentes nos espaços. “Há uma mistura de épocas, com peças dos anos 1960 e 1970, além das contemporâneas”, afirma o arquiteto, que ainda ressalta as várias obras de arte espalhadas pela casa.

A proprietária lembra: “Entre as referências que a gente apresentava, havia elementos de gesso, às vezes rococó”. Luciano usou o material de forma mais limpa, como as boiseries nas  paredes pintadas de cinza-claro e um desenho gráfico no teto do hall de entrada. O restauro do piso de mármore travertino que reveste o chão do hall e dos tacos de ipê originais é outra marca do projeto. “Eu jamais os trocaria”, diz a dona.

O espaço que o casal fazia questão de ter em casa era um bar como extensão do living. Eles gostam de receber os amigos de maneira informal na maioria das vezes. “O espaço, com um quê art déco, ficou marcado, por exemplo, por um bloco de mármore verde-alpe como apoio, além de poltronas de couro”, conta Luciano. “Foi bom ter o verde porque o Renato, que torce pelo Palmeiras, queria algo dessa cor”, diverte-se a moça.

Um aspecto da arquitetura é a possibilidade de integrar a sala de jantar, a de almoço e a cozinha abrindo portas de correr, o que facilita a vida quando Tamara cozinha para convidados. “Já em nossa suíte queríamos o espaço o menos poluído possível, para relaxarmos”, conta ela.

Fotos Gui Morelli / Divulgação

O piso de mármore travertino foi restaurado e o teto recebeu gesso com desenho proposto pelo escritório. Ao fundo, sob a obra de Renata Tassinari, na Galeria Pilar, há um antigo banco reciclado (Foto: Gui Morelli / Divulgação)Lavabo. A bancada com pia esculpida é de mármore verde-alpe. Torneira da Deca e vaso da Orbi. Papel de parede vintage comprado em Los Angeles, EUA (Foto: Gui Morelli / Divulgação)

Fonte: Casa Jardim 


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