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Da construção à restauração, os trilhos que percorrem Campo Grande têm muita história para contar. Quando a Noroeste do Brasil chegou na Capital para dar início à ferrovia, começava ali um novo capítulo do desenvolvimento na cidade.

Mas nesta matéria, não trazemos um registro histórico pontuando datas e fatos. As lembranças daqui são contadas pelo guia de Turismo Carlos Iracy Coelho Netto, que usa as memórias fotográficas do avô, Carlos Silva Mattos, para eternizar esta parte de Campo Grande.

“Meu avô começou a trabalhar na Noroeste em 1920, como desenhista, inclusive participou do projeto da Ponte Francisco de Sá, em Três Lagoas, sobre o Rio Paraná. Depois ele veio para Campo Grande, onde trabalhou no administrativo da empresa e também como fiscal de obra”, conta Carlos.

Nas recordações do neto, o avô, falecido em 1997, era um amante da fotografia. “Ele tinha uma Ciro-flex, que na época era o que tinha de mais avançado entre as câmeras fotográficas. E era com ela que ele registrava tudo”, lembra.

Todas as fotos que resistiram ao tempo foram guardadas cuidadosamente pelo guia. Recentemente, ele levou os originais para São Paulo para serem restaurados. E o sonho dele é montar uma exposição fotográfica contando a história da ferrovia na Capital.

A malha férrea de Campo Grande cumpriu um papel importante, mas com o tempo foi desativada, sobrando apenas memórias e alguns trechos preservados, como Orla Ferroviária, Orla Morena, a Estação Ferroviária e o Armazém Cultural.

Confira as fotos que mostram o “antes e depois” dos trilhos que percorrem a Capital Morena:

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Esplanada Ferroviária

A foto da esquerda mostra o início da construção da Esplanada Ferroviária, na avenida Calógeras, onde hoje – na foto à direita – funciona o complexo que abrange a Ferroviária, o Armazém Cultural e a Feira Central.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Orla Ferroviária

Este é o “antes e depois” de um trecho da Orla Ferroviária, especificamente do pontilhão que fica no cruzamento da rua Antônio Maria Coelho com a avenida Calógeras, no Centro de Campo Grande. Embora o trilho tenha sido desativado, a estrutura foi mantida.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Pontilhão da Antônio Maria Coelho

Nesta foto, também do pontilhão da Antônio Maria Coelho com a Calógeras, mostra os trilhos sendo colocados e é possível perceber que foi necessário nivelar a rua para que viabilizar o viaduto.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Orla Morena

Este é o pontilhão localizado no cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Euller de Azevedo, no bairro São Francisco, trecho da Orla Morena. Na foto em preto e branco, mostra a construção da ferrovia no local.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Pontilhão do São Francisco

Este é o mesmo ponto da foto anterior, mas fotografada de outro ângulo, próximo ao prédio onde, reza a lenda, era para ser o Centro de Belas Artes.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Rotunda

A rotunda faz parte do Complexo Ferroviário da Capital, onde antigamente funcionavam oficinas dos trens que passavam pela cidade. Na foto antiga, podemos ver a estrutura sendo levantada. E foto atual, o abandono de uma prédio histórico.

 

Fotos: Carlos Silva Mattos / Marcos Ermínio

Casa da Esplanada Ferroviária

Fonte: Midia Max 


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