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Alterações foram propostas durante visita de Felipe Zene Motta a Santa Maria 

O arquiteto Felipe Zene Motta, responsável pelo memorial em homenagem às vítimas da tragédia na boate Kiss, fez adaptações no projeto a pedido dos familiares. A principal delas é a inclusão de mais duas portas de emergência. As alterações foram propostas e aceitas no início do mês em uma visita do arquiteto a Santa Maria. Nesta semana, os ajustes no projeto foram encaminhados à Associação de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). 

De acordo com Motta, em uma reunião com os familiares, eles alegaram que se sentiriam mais seguros se fossem incluídas mais saídas de emergência. Agora, o arquiteto apresentou o projeto com novas alterações. Ficam, agora, incluídas mais duas portas de emergência auxiliares — que ligam as salas diretamente à rua. Também haverá o aumento da área das salas fechadas, a partir de um redimensionamento do jardim de flores e do espaço de circulação. 

— Eles comentaram a necessidade de ter mais portas de emergência. Por mais que no meu cálculo preliminar aquela porta de abertura central fosse suficiente e estivesse dentro da conta, entendi que não teria problema adaptar. Até porque é importante que os familiares se sintam bem e seguros — disse o arquiteto. 

De acordo com o presidente da AVTSM, Sérgio Silva, as alterações já estão aprovadas pelos familiares. Agora, a equipe de arquitetura poderá dar sequência à elaboração dos outros projetos necessários para a construção do memorial. 

— Vamos seguir na elaboração do anteprojeto e do projeto executivo. Já tenho a equipe mobilizada de todos os engenheiros, consultores, para trabalharmos na estrutura, paisagismo e também na iluminação e partes hidráulica e elétrica. A partir de agora, vários profissionais vão trabalhar no projeto, cada um na sua área — destacou Motta. 

Ainda segundo o presidente da associação, após a conclusão de todos os projetos, a comissão responsável pela organização da construção do memorial — que inclui familiares, prefeitura e Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) — deve se reunir para definir as formas de arrecadação de verba para começar a obra. 

O memorial 

Em entrevista a GaúchaZH, no início deste mês, o arquiteto explicou que o projeto escolhido tem dois objetivos principais: olhar para o passado para que não se esqueça o que aconteceu e, ao mesmo tempo, projetar o futuro por meio da difusão do conhecimento para que tragédias como essa não se repitam.  

O projeto prevê a construção de um jardim central e de um pavimento que, segundo o idealizador, será de fácil construção e manutenção. Além disso, a proposta traz uma narrativa da tragédia e reforça o sentimento afetivo que envolve o local. 

O memorial será dividido em três salas principais, que também são acessadas de forma independente, a partir da varanda. Uma delas abrigará a sede da associação. Ao fundo, haverá um auditório, composto por um palco central. 

Fonte: Zero Hora


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