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Uma identidade motriz de prosperidade econômica, social e de sustentabilidade, em ambiente amplo e restrito para melhor ocupação do espaço territorial do DF, tem como pré-requisito a minimização absoluta de sua ocupação horizontal. O equilíbrio ambiental da natureza, e também o da urbe, são siameses e condicionam, portanto, a qualidade de vida: do ser humano e da natureza, respeitada por racionalidade virtuosa à ambas existências.

Diante desta tese, repetir informações e argumentos factuais focados é crucial ao grito de não calar expressamente na sequência de modo a causar impulsos, hoje adormecidos, de ruptura com um passado irrefreável no presente, mas que urge ter esta cultura em consciente mudança e com gestão robusta de um pulso executivo, dialogado, aceito, dirigido ao novo paradigma em anunciação.
 
O DF é finito, pequeno e restrito, hoje, ao uso corrente de seu solo pelos limites de área e de Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE), com recursos naturais e outros. A ocupação horizontal já é um fator desvirtuoso, maléfico, danoso à biqualidade posta - a do ser humano e a da natureza.
 
A demanda por habitações, emprego, infraestrutura e equipamentos urbanos produz o paradoxo. Ele existe, é forte e não há ações eletivas de bons princípios que produzam o equilíbrio. O custo destes investimentos à horizontalidade são abusivos e sufocam a geração de riquezas por consumir recursos não multiplicativos.
 
Assim, indicada esta diretriz de fatos e escopo do passado, mesmo com apenas este mínimo de exemplo, onde cabem centenas de outros, apetece e emergindo o fator custo econômico / financeiro da mobilização urbana a qual sangra irredutivelmente: o tempo pessoal de cada um e de todos, e também causa de um desgaste físico proposital, desumano, inaceitável e redutor primeiro e intenso da qualidade de vida.
 
A diretriz primeira da superação ao futuro é simples: é dar nascimento, gênese à ruptura, do tabu da horizontabilidade por geminação de uma verticalidade moderada, com densidade planejada, programada e inclusiva das áreas privadas, já ocupada, construídas, mas com vocação à uma semi-verticalidade induzida, destravada. Porém, dentro de projetos zonais onde o paradigma mais dominante seja de uma densidade profissionalmente eleita, negociada diretamente com a sociedade, cidadãos, empresas, entidades privadas e que exclua o preceito único: o estado tudo pode, pois é gerido por “representantes eleitos da sociedade”.
 
O grito que não quer, portanto, calar é: a superação é uma ação conjunta, madura de todos, e o novo paradigma é substituir esta diretriz horizontal por uma  semi-verticalidade zonal nas áreas privadas, a constituir-se em projeto prévio.

Artigo escrito por Luiz Carlos Botelho, presidente do Sinduscon-DF

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